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ECOLOGIA |
O Homem e a Biosfera
A interferência humana em comunidades naturais
Além de interferir nos ambientes através da produção de resíduos e poluentes, a humanidade tem alterado o equilíbrio dos ecossistemas, quando introduz espécies estranhas em ecossistemas naturais, ou leva inúmeras espécies à extinção. A interferência em comunidades equilibradas pode colocar em risco toda a intrincada trama de relações, que levou centenas ou milhares de anos para se estabelecer.
Desmatamentos
A expansão dos terras cultivadas e o crescimento das cidades têm levado à destruição das florestas naturais. Calcula-se que o mundo perde, todo ano, enormes extensões de florestas tropicais. As matas são derrubadas, prejudicando o solo e causando poluição atmosférica.
Os desmatamentos indiscriminados, além de levarem comunidades e espécies à extinção, têm outras graves conseqüências: a erosão e o empobrecimento do solo. A erosão é causada principalmente pelas chuvas e pelo vento que , sem a proteção da cobertura vegetal, carregam a camada fértil do solo, que se torna pobre e acidentado.
Extinção de espécies
Assim como a introdução de novas espécies, a extinção também pode causar sérios distúrbios ao equilíbrio de um ecossistema. Embora o fenômeno da extinção de espécies seja comum na natureza, a extinção recente de um grande número de espécies é conseqüência da atividade humana.
A destruição de seus habitats e a caça e a pesca excessivas, denominadas caça e pesca predatórias, têm levado inúmeras espécies à extinção. O tamanho mínimo que uma população tem de atingir para não se extinguir varia de espécie para espécie. Ele depende da sua capacidade reprodutiva, da sua vulnerabilidade às influências do meio e da duração de seu ciclo vital, entre outras coisas. Das espécies que o homem caça atualmente, muitas estão ameaçadas de extinção, uma vez que suas populações já estão atingindo o limite de tamanho mínimo necessário para sua manutenção. Outras, mesmo que a caça para imediatamente, já não terão capacidade de se recuperar e, fatalmente, se extinguirão.
Caminhos e perspectivas
Fala-se que a espécie humana, por agredir a natureza, está a caminho da auto destruição. Será que corremos riscos reais de catástrofes causadas pela poluição, ou de se esgotarem as fontes de energia e outros importantes recursos naturais?
Jornais e revistas disparam informações desencontradas. A maioria dos estudiosos acredita que a humanidade se encontra muito perto de provocar danos irreparáveis ou planeta. De vez em quando, porém, alguns proclamam que os alertas dos ecologistas são exagerados e que a humanidade saberá solucionar todos os problemas que criar. Em quem acreditar?
Em primeiro lugar, é preciso ficar claro que espécie humana não pode sobreviver se não explorando os recursos do ambiente. Temos, necessariamente, de matar para viver. Ao comermos plantas e animais, deles extraímos energia e matéria-prima para nossa vida. Além disso, temos de combater as espécies que nos causam doenças (bactérias, fungos, vermes, insetos etc.) e também aquelas que competem conosco pelo alimento (parasitas e predadores de nossas lavouras e rebanhos).
Alternativas energéticas
A civilização moderna está voltada para uma alto consumo de energia. Atualmente , a maior parte da energia empregada nas sociedades industrializadas provém de combustíveis fósseis: carvão e petróleo.
Os combustíveis fósseis são recursos não-renováveis, isto é, que se esgotarão em um futuro relativamente próximo, e sua duração depende de como forem utilizados e economizados. Enquanto isso a humanidade precisa pesquisar formas alternativas de produção de energia.
A energia hidroelétrica é uma das formas mais "limpas" de produzir energia, mas também não deixa de produzir impacto sobre o ambiente, uma vez que é necessário desviar cursos de rios e alagar regiões para construir as usinas hidroelétricas, o que pode provocar alterações no clima e levar à extinção comunidades que habitam a região alagada.
A energia nuclear tem se revelado perigosa. Não se pode ignorar a gravidade dos acidentes nucleares, dos quais a Usina de Chernobyl, na ex-União Soviética, é o mais recente exemplo.
A produção de combustíveis renováveis, como o álcool e o biogás (metano), obtidos através da fermentação, constituem alternativas viáveis para suprir parte da demanda energética.
A energia solar e uma das maiores esperanças da humanidade. Ainda em fase de estudos, a energia solar não é utilizada em larga escala, mas as pesquisas indicam possibilidades promissoras, a médio prazo.
A natureza pode suportar a atividade exploradora do homem, desde que ele não ultrapasse certos limites. Teoricamente a humanidade pode viver em harmonia com o ambiente. O que se vê, porém, é flagrantemente o contrário: os problemas da humanidade parecem aumentar vertiginosamente, e nada parece capaz de deter a marcha da destruição do ambiente natural. Muitos ainda não se deram conta da gravidade e da extensão dos danos causados à natureza, mas, dentro de pouco tempo, a defesa do ambiente natural será uma das prioridades de todos os povos.
Hipótese GAIA
Teoria formulada no final dos anos 60 pelo físico inglês James Lovelock e pela microbiologista norte-americana Lynn Margulis. Afirma que as características da Terra teriam sido criadas pelos organismos vivos nela existentes, ao longo do seu processo de evolução. Para os dois cientistas, são os seres vivos que moldam o meio ambiente às suas características e criam as condições necessárias para sua sobrevivência. Desse modo, contradizem a teoria tradicional que defende o raciocínio exatamente inverso: o de que a vida teria surgido e se desenvolvido de acordo com as condições atmosféricas e climáticas.
Pela Hipótese Gaia, o planeta se comportaria como um organismo inteligente, capaz de enfrentar e superar situações ameaçadoras e recriar a harmonia. A adaptação das espécies a novas condições, a extinção de muitas delas e o surgimento de outras fazem parte desse processo de reequilíbrio. Esses mecanismos reguladores foram chamados pelos dois cientistas de Gaia, como era chamada a deusa Terra dos gregos antigos.
Vem daí o nome da hipótese, que influencia fortemente o movimento ambientalista.
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SAIBA MAIS SOBRE A
HIPÓTESE GAIA.
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